Tipinho típico

Alô, você, que acordou perua e as penas esvoaçaram em cima de um salto de 12 centímetros. Você , cuja existência, desperta pecados capitais nos corações suscetíveis. Que vai correr à noite com medo que as colegas de trabalho tenham lhe feito um novo vodu. hehehe

Sem dúvida, é muito ofensivo à vaidade allheia equilibrar-se nas alturas como se caminhasse em pantufas. São anos de treino para não tropeçar nos tapetes persas dos salões aristocráticos.

Por que, meu Pai, eu nasci assim? Afasta deste corpo este cálice da vaidade (dentro de mim algo se ri). Nem eu acredito neste falso arrependimento. Há certas coisas que não se podem mudar. Se a gente não quer… Tem disto.

Se o meste Iyengar soubesse o tipinho que hoje quer adotar os seus ensinamentos de yoga, choraria ajoelhado no seu ashram. Eu tenho esperanças na conversão da minha alma para o desprendimento, só não comecei, ainda, a minha educação para o céu.

A gente sempre acha que tem tempo. Depois morre fora de hora(quando é a hora?) e fica cheio de queixão pro santo.

Eu enrolo a minha professora de yoga. Chego para as aulas como a mais humilde das dalits, de sandálias havaianas, desde que ela proibiu o acesso dos meus saltos obscenos no seu “templo”. Ela não pode enxergar o meu âmago, o meu eu lírico, quando os seus olhos estão ofuscados pela minha indumentária.

Coco Chanel dizia que as mulheres necessitam da beleza para que sejam amadas pelos homens… E de estupidez para amá-los. hihihi Sem ofensas! Se algum varão inteligente, solteiro, corredor (com pace digno), bom coração e bonitinho ficou puto, é favor mandar reclamação e currículo com foto. 😉

Ontem, peguei emprestado a Anatomia da Yoga. A professora deu-me dois dias para devolver aquele calhamaço de páginas para a biblioteca que ninguém lê. Vai ser impossível assimilar tudo em tão pouco tempo.

Meu terceiro expediente é muito agitado com exercícios físicos… E a atividade intelectual fica relegada aos últimos minutos da noite. Hoje é dia de corrida, não sei como se comportará a banda IT. E quando ela se comporta mal, afeta muito o meu humor. Veremos.

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Sobre Fabiana Amorim

Filha de uma mãe e mãe de um filho. Escrevinhadora rodrigueana que tenta ser uma boa pessoa quando tem vontade. Ou não.
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