Depois dos 30, acho que uma pessoa adquire certos direitos. O melhor deles, inclusive, é se dizer velho quando pede a ocasião. Hoje, ninguém mais pode me obrigar a sair numa noite de sábado se eu não estiver a fim, porque tenho a desculpa irrefutável e perfeita: ah, estou velha.
Os velhos, ao longo dos anos aprimoram as suas manias. Ficar em casa é uma que venho desenvolvendo há anos e acho que agora atingi a perfeição. Ter um bolo de chocolate incrível na cozinha e uma temporada inteira de Big Bang Teory para assistir me fazem sorrir e permanecer debaixo do teto do lar doce lar.
A casa está um silêncio, não há ninguém. Poucos sons vêm da rua, esta parte de Boa Viagem parece repousar. O único som que ouço vem do teclado enquanto digito. Que paz.
Eu poderia chamar esta mania de ficar em casa de preguiça, mas este corpinho que se recusa ir a um agito, está clamando por uma boa corrida de fim de semana. Faz 4 longos dias que não corro por conta de uma gripe e se eu achava que meu espírito corredor estava em crise, este desejo só me mostra que estava enganada.
Redondamente enganada. Uma vez corredor, sempre corredor. Saudade dos meus tênis. Aproveitei o repouso forçado para praticar o ritual do gelo. Ficaria muito feliz se meu joelho se comportasse bem no longo que farei amanhã.
Estou cansada da minha trilha sonora. Já ouvi muita coisa em dois anos de corrida. Ao contrário de certas pessoas que não equilibram seu pace com as músicas que ouvem, eu corro ritmada.
Eu nunca vou sair num tiro violento ouvindo minha baladinha preferida, logo, minha busca pela música perfeita é demorada. David Guetta continua sendo o principal nome das minhas playlists. Mas seria muito bom descobrir alguém mais neste mesmo estilo.
Preciso de um DJ e daquela fatia de bolo….
